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Representantes do setor de Saúde Suplementar se reuniram, virtualmente, nesta sexta-feira (9), com o senador Eduardo Braga, para discutirem o projeto de lei 939/21, em tramitação no Senado. O parlamentar é o relator da proposta, que trata sobre a suspensão do reajuste de medicamentos para 2021. O projeto estava na pauta da sessão de quinta-feira (8/4), mas foi retirado para inclusão de item que visa suspender os reajustes dos planos de saúde, que já haviam sido autorizados. 

Lideranças da ABRAMGE (Associação Brasileira de Planos de Saúde), FENASAÚDE, Unidas, Unimed Brasil e das operadoras Bradesco Saúde, Hapvida, Notredame/Intermédica, Sulamérica e AMIL, acompanhados da CMB, participaram da reunião e pediram que a proposta envolvendo o reajuste das operadoras seja tratado individualmente e que seja aberto outro debate para discussão.

As operadoras pontuaram que, no neste 1º trimestre de 2021, o setor terá a maior conta hospitalar da história da Saúde Suplementar do Brasil e que os reajustes que estão sendo aplicados serão os mais baixos da história. Ressaltaram também a contribuição prestada pela área neste momento de pandemia, mesmo sofrendo agravos nos custos e com a interrupção de muitos atendimentos por conta da atual fase, pedindo a sensibilização do senador para não tratar, no projeto 939/21, a suspensão de reajuste dos planos de saúde.

O presidente da CMB, Mirocles Véras, destacou as operadoras de saúde do setor filantrópico, que somam 53 associadas à CMB, atendendo a cerca de um milhão de beneficiários. Véras salientou a preocupação com a possibilidade de o reajuste ser suspenso, já que elas contribuem para amenizar o problema do subfinanciamento que as instituições enfrentam. “A Saúde Suplementar é um ponto de equilíbrio nas contas dos hospitais filantrópicos, por isso, essa pauta preocupa e também impactam a CMB”, disse.

O senador Eduardo Braga se comprometeu a avaliar o pedido feito na reunião e, que se entender necessário, convocará uma audiência pública no Senado, junto ao setor.

O parlamentar também informou que pediu levantamento em todos os Procons do Brasil, sobre os planos de saúde e garantiu que as operadoras não serão surpreendidas com nenhuma decisão unilateral. Por fim, Braga concluiu que, havendo necessidade, conversará novamente com setor para chegarem na melhor decisão sobre a questão do reajuste.

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