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O presidente da CMB (Confederação das Santas Casas de Misericórdias, Hospitais e Entidades Filantrópicas), Mirocles Véras, participou, na noite desta segunda-feira (9), da Maratona de Lives da SAHE '21, onde falou sobre a importância dos hospitais filantrópicos para o SUS e os desafios em tempos de pandemia. O bate-papo foi conduzido pelo secretário-executivo do Conasems (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde) e presidente do comitê científico do Masterclass de Saúde Pública da SAHE '21, Mauro Junqueira.

“Somos a base do SUS, a maioria de nossas instituições atendem, no mínimo, 60% pelo SUS, 50% da média complexidade e 70% da alta complexidade. Trabalhamos com o intuito de agir pela saúde dos mais carentes, em quase mil municípios somos a única instituição hospitalar, então, tudo isso nos faz muito importante dentro do sistema”, ressaltou Véras.

Durante a conversa, o presidente da CMB falou sobre a problemática do subfinanciamento das instituições, que se agrava ainda mais com a retomada dos procedimentos eletivos e a demanda reprimida que terá que ser atendida. “As pessoas deixaram de ir aos hospitais fazerem seus tratamentos, em razão da pandemia e, agora, esses atendimentos se acumularam, deverão ser retomados e a situação financeira das instituições para isso me preocupa muito, pois não vejo ainda uma luz, se não discutirmos o pagamento pelos serviços prestados pelas instituições.  Defendo que elas sejam pagas pelos serviços que prestam, de forma que cubram seus custos”, salientou.

O presidente da CMB falou ainda sobre o importante papel dos hospitais filantrópicos no enfrentamento à pandemia e o legado dessa atuação. “O legado é, indiscutivelmente, a potência que é o SUS. Temos que estar sempre atuantes por tudo o que o SUS é de exemplo, pelo o que conseguimos salvar de vidas e atender a milhões de brasileiros. Com muita fé e coragem, essa união da CMB com as instituições vai conseguir melhorar, a cada dia, a saúde pública dos brasileiros”, concluiu.

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