A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) disponibilizou em sua página na internet o Relatório Anual de Gestão do exercício 2018. O documento, cuja elaboração é coordenada pela Gerência de Planejamento e Acompanhamento (GPLAN) da reguladora, contempla todas as ações executadas no período, atendendo recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU), órgão responsável por julgar e auditar as contas dos órgãos da Administração Pública Federal. 

Com o objetivo de dar mais transparência e utilidade nas prestações de contas à sociedade, este ano o relatório apresenta mudanças e aperfeiçoamento no documento, com a adoção de um modelo mais conciso e ainda assim abrangente, com foco nos resultados e redigido numa linguagem mais acessível ao público. A inovação na estrutura e linguagem toma como base o modelo do relato integrado, apoiado em sete princípios: foco estratégico e orientação para o futuro; conectividade da informação; relações com partes interessadas; materialidade; concisão; confiabilidade e completude; coerência e comparabilidade. O relato integrado representa uma evolução nos processos de gestão organizacional e comunicação corporativa.  

Com pouco mais de 160 páginas, a publicação utiliza figuras e infográficos que ajudam a transformar informações complexas em dados mais facilmente compreensíveis. O foco se manteve na demonstração de alcance dos resultados, deixando o detalhamento de meios e processos para o portal da ANS, onde as informações estão disponíveis. O relatório de gestão é enviado todos os anos para análise da Controladoria Geral da União (CGU) e do TCU e, este ano, será também objeto de julgamento, o que ocorre em anos aleatórios, a critério dos órgãos de controle. A última vez que o relatório de gestão da ANS foi julgado foi no exercício de 2016.

A mensagem do diretor-presidente substituto, Leandro Fonseca, abre a edição 2018 do Relatório de Gestão, que tem também informações sobre a visão geral organizacional e ambiente externo (com organograma, dados do setor e composição da Diretoria Colegiada da ANS); planejamento estratégico e governança (com informações sobre o mapa estratégico, a agenda regulatória e boas práticas regulatórias); gestão de riscos e controles internos (com o fluxograma do processo de avaliação de riscos e medidas específicas de gerenciamento dos riscos significativos); resultados da gestão (com entregas das ações planejadas por diretoria); alocação de recursos e área especiais da gestão (com gestão orçamentária, financeira e de pessoas); além de demonstrações contábeis. 

O processo de elaboração do Relatório Anual de Gestão 2018 iniciou em novembro do ano passado, quando a GPLAN analisou o conteúdo das diretrizes sugeridas pelo TCU e sugeriu a criação de um Grupo de Trabalho (GT), formado por representantes de todas as diretorias da instituição, para a construção conjunta do documento, que foi concluído em três meses. 

A Gerente de Planejamento e Acompanhamento da ANS, Mirella Amorim, que coordenou a elaboração do Relatório, analisa de forma positiva o desenvolvimento do projeto: “Concluímos esse processo com a certeza de que a gente conseguiu chegar bem próximo do que o TCU tem como modelo, mas temos muito ainda a caminhar no aprimoramento não só da elaboração do relatório, mas dos nossos próprios mecanismos e interfaces de governança e planejamento”. Prova disso é que o relatório entregue no ano passado tinha mais de 400 páginas e a atual versão tem menos da metade desse documento e uma linguagem mais clara e objetiva.  “Não informamos menos, mas de maneira mais direta e objetiva”, complementa a gerente.  

Acesse aqui o Relatório Anual de Gestão – exercício 2018 da ANS.

Fonte: ANS