FlavianoO 28º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos representa um momento político para suas instituições. Além de um fórum de debates, o evento também permite a aproximação com parlamentares, que recebem informações sobre o setor, reconhecem sua importância e manifestam seu apoio à Saúde. Para o presidente da Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná, Flaviano Feu Ventorim, o Congresso da CMB favorece a troca de experiência com hospitais de todo o país e também reforça a representatividade dos hospitais filantrópicos. “Uma grande inovação proposta pela CMB é o café da manhã com os parlamentares. Nele temos a oportunidade de fazer uma aproximação com as bancadas de cada Estado, mostrando que realmente as entidades filantrópicas são fundamentais para a população e para o Sistema Único de Saúde (SUS). Precisamos ter força para mostrar a representatividade da nossa categoria junto aos políticos e junto ao Congresso Nacional”, afirmou.

Além disso, Flaviano ressaltou que a presença de presidenciáveis na programação científica atende as demandas de um ano eleitoral. “É fundamental termos essa pauta, porque quem está entrando na eleição precisa saber o que está acontecendo. Muitas vezes, o candidato tem uma noção rasa da situação das entidades filantrópicas da área da Saúde, e estarmos ali para mostrar e explicar qual é a nossa situação e quais são as nossas demandas é bastante importante, porque não sabemos o que vem depois. Essa entrega oficial do nosso pleito vem como algo muito importante, tanto para os hospitais, como também para os candidatos, que poderão conhecer um pouco mais sobre o sistema filantrópico de Saúde”.

O presidente da Femipa reforçou que a participação no evento é fundamental para mostrar a importância de representatividade. “Toda categoria é vista conforme sua força e sua capacidade de influência. Por isso, os hospitais precisam estar lá, porque cada hospital representa uma cidade, uma região. Ou seja, o candidato precisa saber como andam os hospitais, porque a boa gestão e o bom atendimento de um hospital é reflexo direto na população”.

Quanto à situação dos hospitais no Paraná, Flaviano informou que o cenário é relativamente estável, apesar das dificuldades. Ele lembrou, porém, que o Estado implantou o Programa HospSUS, que oferece apoio aos hospitais filantrópicos do Paraná, o que tem ajudado a sustentar a situação. Além disso, os pagamentos do Estado estão em dia, diferentemente do que vem acontecendo em grande parte do país.

Nesse sentido, a Femipa tem desenvolvido um trabalho de reunir informações e buscar soluções, atendendo à demanda dos associados. “A Femipa é uma instituição associativa que vem trabalhando incansavelmente em prol dos hospitais. Estamos sempre em contato com o governo do Estado; sempre que somos demandamos trabalhamos junto aos deputados na propositura de leis ou na discussão do que está em tramitação; e procuramos trabalhar junto à bancada federal no sentido de buscar recursos para o Paraná”, explicou Flaviano.

Para fortalecer a representatividade em âmbito nacional, por meio da CMB, o presidente da Femipa disse que é preciso ter uma agenda e uma pauta sólidas, um entendimento único entre todas as Federações sobre o modelo que se quer, conforme tem sido discutido nas reuniões da CMB, em Brasília. “Todas as entidades representativas e a Confederação só existem por causa das instituições de Saúde, que se unem para defender os interesses comuns dos hospitais filantrópicos e, assim, reverter essa luta em um bem para a sociedade, aquilo que estamos destinados a fazer, que é a saúde. Sabemos que os hospitais se fortalecem em torno da Federação e da Confederação na busca de uma saúde mais justa e mais correta. Precisamos ter alinhado o que de fato queremos, qual o modelo de sustentabilidade que os hospitais têm que ter, para que possamos trabalhar nas bancadas federais e nos Estados para buscarmos as ações e soluções que são necessárias”, afirmou.